segunda-feira, 29 de novembro de 2010

fiscalização no mar


Entidades atropelam-se na fiscalização no mar

 

GNR, Polícia Marítima e Marinha não trocam informações e há tarefas sobrepostas.

Durante a Cimeira da NATO, em Lisboa, uma embarcação da Marinha tentou fiscalizar uma lancha da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR que saía do Porto de Lisboa para... fiscalização de pescadores. O episódio, caricato, trouxe à discussão o problema de quem fiscaliza o quê no espaço das 12 milhas náuticas (cerca de 23 quilómetros da costa).
"Há uma completa confusão e duplicação e triplicação de tarefas no mar. Em tempos de contenção de despesas este tipo de actuação deveria ser repensada. Não há explicação para esta falta de colaboração. Apenas é certo que fora das 12 milhas a tarefa cabe à Marinha", explica Paulo Rodrigues, secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança (CCP).

César Nogueira, recém-eleito presidente da Associação dos Profissionais da GNR (APG/GNR), concorda: "Não há troca de informação, nem de coordenação entre chefias e acontece que se chega ao ridículo de estar a Marinha, Polícia Marítima e GNR a fazer o mesmo trabalho no mar [no espaço das 12 milhas]." A opinião corroborada por Jorge Veludo, presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima: "Não há articulação de esforços entre as duas forças. Por vezes estamos no mar a fazer o mesmo tipo de fiscalização."
No panorama actual, a Polícia Marítima tem um corpo de cerca de 550 efectivos e 75 meios navais. Já a UCC da GNR tem cerca de 300 homens para 12 lanchas. "Falta uma gestão racional de efectivos. Num tempo em que tanto se fala de melhorar a eficácia e reduzir custos não se entende que a vigilância no mar seja feita por três forças. Os esforços deveriam ser planeados e coordenados. Num País tão pequeno como o nosso isto não faz sentido", diz Paulo Rodrigues. "Há pescadores que, no mesmo dia, podem ser fiscalizados pelas três autoridades", afirma César Nogueira, da APG/ GNR.

"Cada lancha da UCC gasta de 30 a 40 litros de combustível por hora. Faz algum sentido uma corveta da Marinha com 200 homens a bordo proceder à fiscalização de um local de trabalho como uma traineira o é? Além dos problemas legais que pode levantar, o dispêndio de dinheiro em combustível é imenso. Os meios da Marinha são desproporcionais", diz fonte da /GNR .
Paulo Rodrigues acredita que a solução está nas mãos de Mário Mendes, secretário-geral da Segurança Interna. "É preciso alguém que dê um murro na mesa e que dê orientações acerca de quem faz o quê, onde e de que forma se podem articular forças", aponta Paulo Rodrigues.
Fonte do gabinete de Mário Mendes disse ao DN desconhecer a falta de coordenação entre as estruturas que vigiam e fiscalizam o mar português. "No ponto de vista formal nunca recebemos sequer uma nota para esclarecer essa situação."

            por: Luís Fontes .DN

Tesouro encontrado em Portugal

Tesouro encontrado em Portugal disputado na justiça Americana

Missões A busca pelo tesouro que estava afundado ao largo de Faro não é recente, nem fruto de acasos. "Havia relatos escritos dessa batalha marítima ao largo de Faro", explica o arqueólogo Alexandre Monteiro.

O Nuestra Señora de Las Mercedes foi ao fundo durante uma batalha que aconteceu em 1804 com os navios ingleses Amphion e Indefatigable. Perderam a vida 250 pessoas.
O arqueólogo Vieira de Castro, num trabalho publicado em 1988 na Revista Portuguesa de Arqueologia, refere que "desde os anos sessenta que o tesouro perdido consta abundantemente na bibliografia dos tesouros perdidos". "Os comandantes ingleses estimaram a posição da batalha entre oito e dez léguas a sudoeste do cabo de Santa Maria", diz no estudo.
Segundo o arqueólogo, que se encontra a trabalhar na Universidade do Texas, a caça ao tesouro afundado terá começado em 1982, quando um grupo de investigadores pediu autorização à Capitania do Porto de Faro para prospecção numa determinada área a sudoeste de Faro, muito próximo da costa. Os investigadores acabaram por abandonar o projecto.


Em 1986, segundo a investigação de Vieira de Castro, duas empresas inglesas -"a SubSea Offshore, Ldt e a Divetask Salvage, Lda" - requereram autorizações para resgatar o tesouro. Foram indeferidas. Em 1993, a New Era, Lda, avançou com outro pedido. Também não foi concedido. Em Março de 1997, o relato de um oficial da Marinha portuguesa, membro da Associação Arqueonáutica, informa que um navio da Marinha "havia interceptado um navio norueguês. Estava fora de águas territoriais e procurava a fragata Nossa Señora de Las Mercedes.
Não foi levado a sério pelas autoridades portuguesas. Os relatos de buscas pelo Nossa Señora de Las Mercedes não param até que em 1996 a corveta portuguesa António Enes intercepta ao largo do cabo de Santa Maria o navio oceanográfico norueguês Geograph. Não assumiram que procuravam o tesouro espanhol. Disseram que estavam à procura de um porta-aviões inglês ali naufragado durante a Segunda Guerra Mundial.
Uma história em que pelo lucro vencem, até ao momento, os americanos da Odyssey Explorer. Sem autorização retiraram no fundo no mar português o tesouro espanhol. A disputa promete continuar a arrastar-se na justiça norte-americana.

1420 Km à deriva

Três jovens 50 dias à deriva no Pacífico
 
Três adolescentes das ilhas Tokelau permaneceram 50 dias à deriva no Pacífico. Foram encontrados a 1420 quilómetros de casa, ao largo das ilhas Fiji, por um navio pesqueiro.
Os adolescentes de 14 e 15 anos, naturais do pequeno território da Polinésia, sob administração da Nova Zelândia, no sul do Pacífico, foram encontrados por um barco de pesca de atum, informou nesta quinta-feira a Rádio New Zealand.
Os adolescentes foram dados por desaparecidos no início de Outubro, quando saíram ao mar numa pequena embarcação de aluminío. 50 dias depois as autoridades acreditavam que os jovens estavam mortos.
Os três jovens foi encontrados quarta-feira ao largo das ilhas Fiji, que se situam a 1.420 km de Tokelau, um arquipélago composto por três atois tropicais com apenas 10 quilómetros quadrados.
Os adolescentes só comeram uma gaviota em sete semanas. Foram hospitalizados por desidratação e queimaduras

oferece paixão e emoções

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nóz de Marinheiro / Lais de Guia / uma mão

Equívocos

Erros e Equívocos

Marcações ; Azimutes;  Pv: LPD;
Angulos; Rumos; Transposição na Carta
tudo pode originar pequenos ou grandes erros, que levam a equívocos que podem 
ser muito graves


Diz-se que o mais importante a saber é, não onde eu estou, mas onde, eu não quero estar!

     este video mostra bem de como isto é verdade

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Aumento no nível das águas

Países formados por ilhas, como Kiribati, Tuvalu e Vanuatu, sofrem com a elevação dos oceanos e correm o risco de desaparecer ou de afundarem na pobreza.

Você já imaginou o que é viver num país onde a água própria para consumo está acabando? A expedição do Fantástico pelo planeta ameaçado chega a dois lugares que enfrentam o mesmo problema. Mas que tem soluções, e um futuro, bem diferentes.
O aumento do nível dos oceanos já destrói paraísos isolados, avança pelos degraus de cidades históricas e deixa evidente que, quando a proximidade com a água se torna uma ameaça, as chances favorecem quem tem tecnologia e dinheiro. O Fantástico foi de Veneza, na Itália, ao outro lado do globo, até Vanuatu, no Oceano Pacífico.
É impossível contar a história da riqueza da humanidade sem passar por Veneza. Foi o comércio e o transporte de mercadorias que a criou. Acomodada sobre ilhas rasas, em meio a uma laguna, desde o início de seus dias, a cidade do romance namora e briga com a água. 

cidade, vários prédios tiveram que abandonar o primeiro andar porque a água está entrando. Em um deles, por exemplo, a água já chegou ao último degrau e, quando dá maré alta, todo dia entra prédio adentro.
A cidade sem automóveis trafega pelos canais, cheios de cicatrizes dessa relação de amor e perigo, chamada de “acqua alta”: água alta. Em uma porta, está marcado o recorde da “acqua alta” de 1966, a mais alta de todas, quando a água subiu quase dois metros. Em dezembro de 2008, na quarta maior “acqua alta” da história, a água passou de um 1,5 m. Em cada casarão, um jeito de enfrentar a água. Alguns subiram o piso; outros, a soleira da porta.
A água define Veneza. Foi a água que permitiu que a cidade prosperasse e fez dela essa cidade única no planeta. Mas, ao mesmo tempo, a água é uma constante ameaça à existência da cidade. Por isso, ao longo dos séculos, Veneza se tornou uma especialista em adaptação.
Mas como impedir que a água brote do chão na famosa Praça São Marcos? A praça vira uma piscina, que os turistas atravessam em passarelas improvisadas. Os venezianos, tão ricos e orgulhosos, vivem dias de flagelados.
As grandes “acqua altas”, que, no começo do século 20, eram menos de dez por década, agora já são mais de 50. 


 Mas Veneza está se prevenindo. No imenso canteiro de obras do Projeto Mose, um plano de R$ 25 bilhões para conter as águas.
A laguna onde fica Veneza é fechada com uma faixa fina de areia. Apenas três aberturas permitem que a água entre e saia com as marés. É nesses três pontos que serão construídas as mega comportas do Projeto Mose.
Toda esta estrutura em concreto vai para o fundo do mar. As comportas ficarão no fundo repletas de água. Em tempos de “acqua alta” chegar, uma injeção de ar vai expulsar a água, fazendo a muralha subir e segurando o avanço da maré.
O engenheiro Enrico Pellegrino não esconde seu orgulho. “Fazemos uma obra única e grandiosa”, diz ele.
Todas as ilhas da laguna vão ficar protegidas de uma elevação no nível do mar de até 60 cm, justamente o previsto para o final deste século pelos cientistas do IPCC, o painel da ONU que estuda o aquecimento global.
Martin Hoerling lidera um grupo de pesquisadores que estuda a temperatura dos oceanos, com milhares de sensores em todo o planeta. No último verão, por exemplo, eles registraram o aquecimento do Atlântico na costa do Brasil.
E o que vamos ver no futuro é assustador. O primeiro mapa mostra como está hoje. O segundo, a temperatura dos oceanos em 2050: de 1ºC a 2ºC mais quente. E no terceiro, em 2090, aquecimento de 3ºC, se as emissões de gases continuarem como estão.
Em terra, o aumento de temperatura vai ser maior, acelerando o degelo, que aumenta o nível dos oceanos.
A meio mundo de distância de Veneza, outros lugares ameaçados pelas águas não têm como se defender. Países formados de pequenas ilhas - como Kiribati e Tuvalu - vão desaparecer se o nível dos oceanos subir pouco mais de um metro. E mesmo os que tem ilhas mais altas, como Vanuatu, que não vai desaparecer totalmente, corre um risco não menos assustador: ser jogado ainda mais profundamente na pobreza por causa das mudanças climáticas.
Dias de tormenta no paraíso. Vento forte, correntes que mudam e, aos poucos, refazem o mapa das praias de Vanuatu, no Pacífico Sul. Ilha após ilha, a costa está cheia de árvores caídas. Imensas raízes apontam para o alto.
Nas ilhas, o trabalho de adaptação fica literalmente nas mãos dos moradores. Eles estão tentando impedir que a água passe do ponto que já foi a linha da praia. Mas estão lutando com uma força muito maior do que as pedras podem conter.
Que diferença de Veneza! Diferença que o idealizador do projeto italiano explica bem. “Se há disposição para investir, a solução técnica a gente acha”, diz Albeto Scotti.
Esse é o argumento de Bjorn Lomborg, o ambientalista cético: em vez de se concentrar no corte de emissões de gases estufa, investir em desenvolvimento.
A maioria dos países, diz ele, vai poder lidar com as consequências do aquecimento quando enriquecer. Um exemplo são os furacões. Na Flórida rica, raramente alguém morre. Mas, nos países pobres, muitas pessoas morrem porque não há infraestrutura para lidar com os problemas.
Na Ilha de Pele, dois mil habitantes vivem à parte da modernidade o ano inteiro, como sonhamos passar uns dias de férias. Mas o paraíso está perdendo sua água doce.
A água que a vila toda bebia há dois anos começou a ficar salobra. A praia fica a 100 metros do local. E, de alguma forma, a água salgada conseguiu penetrar no lençol freático. A água está ainda mais salgada que a outra ainda.
A esperança é uma fonte que tem uma aparência bem feia. O chefe da vila explica que a fonte nunca secou. É a única da ilha que não está salobra, mas está verde.
O pesquisador acredita que a água esteja contaminada. É de lá que os moradores estão tirando a água de beber, lavar louças, do banho.
Os pesquisadores estão implantando um novo sistema de criação de porcos para resistir ás mudanças do clima. Na falta de água doce, os bichos bebem água de coco e se alimentam de coco.
Mas e os moradores? Eles reclamam que a lavoura está cada vez menos produtiva e levam a equipe do Fantástico para ver que a única memória do lugar. Um homem mostra o túmulo do avô e de outros parentes. O cemitério foi levado pela ressaca. Culpa do aquecimento da água do mar.
O oceanógrafo Christopher Bartlett explica que antigamente havia períodos de água quente a cada 15 anos. Agora, tem todo ano.
O calor frequente mata os corais e a barreira que defende as praias das ressacas se vai. Como se vão também os peixes que alimentam o povo.
Sem água e sem comida, eles podem ser expulsos do paraíso, pagando por um pecado que outros cometeram, desmantelando uma cultura tão ligada à água que dela tira arte em forma de música. Até quando? 




Captura de Tubarões

Mais de um milhão de Tubarões capturados por ano no Atlântico

Quase 1,3 milhões de tubarões, incluindo espécies ameaçadas, foram capturados em 2008 no oceano Atlântico por navios de pesca industrial que ignoram os limites impostos às capturas, anunciou ontem a organização não-governamental (ONG) Oceana. Segundo a agência Lusa, a ONG adianta, num relatório publicado à margem de uma reunião da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (CICTA), que os números verdadeiros da captura de tubarões poderão ser bastante mais elevados devido à existência de grandes lacunas na publicação de dados sobre este tipo de pesca.

As atribuições da CICTA abrangem os tubarões porque os principais predadores marinhos são uma "captura acidental" frequente pelos navios que pescam atum. Os 48 membros da CICTA, que se encontram reunidos em Paris até sábado, têm em agenda a adopção de medidas, incluindo a imposição de quotas e restrições, para garantir que a pesca comercial no Atlântico é feita de modo a garantir a sustentabilidade de stocks.

Apesar de a reunião da CICTA dizer respeito sobretudo à protecção do atum rabilho, a mais valiosa espécie de atum, ONG dedicadas à proteção ambiental, como a Oceana, que se apoiam em dados de biólogos, alertam a organização para o facto de várias espécies de tubarões, igualmente de elevado valor comercial, enfrentarem problemas de conservação mais graves que os do atum.

Das 21 espécies de tubarões identificadas no Atlântico cerca de três quartos são consideradas em risco de extinção. Nos termos da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, as espécies migratórias de tubarões devem ser sujeitas a gestão em instâncias internacionais. A maioria dos tubarões são capturados comercialmente apenas para alimentarem o mercado asiático de barbatanas de tubarão - consideradas uma iguaria.

Após a captura, as barbatanas são removidas e, na maior parte dos casos, os tubarões ainda vivos, mas mutilados e sem capacidade de nadar são lançados de volta ao mar, numa prática que é proibida, mas que é raramente punida

Perfuração no Mar Morto

Perfuração no Mar Morto pretende desvendar mistérios científicos

Sedimentos do lago são oportunidade para elucidar questões ainda não respondidas sobre geolohia, arqueologia e mudanças climáticas

 

Cientistas israilitas estão perfurando o Mar Morto em busca de tesouros científicos escondidos há 500 mil anos pelo lodo e sedimento. O ambiente único do Mar Morto – o lugar mais profundo da Terra a 422 metros abaixo do nível do mar – contém sedimentação estratificada que poderá ajudar pesquisadores a entender questões antigas que vão desde geologia, arqueologia, podendo até levar a uma nova visão sobre as alterações climáticas.

Pesquisadores disseram que o material que será retirado a 500 metros de profundidade do solo marinho poderia abrir as portas para anos de investigação. “É como ler um livro”, disse Ulrich Harms, cientista alemão que lidera o programa de perfuração International Continental Drilling Program, “"É um arquivo perfeito sobre secas, inundações e mudanças climáticas ao longo do tempo"

O Mar Morto é o único não só pelas baixas altitudes. Diferente da maioria dos outros lagos, apenas um rio - o rio Jordão - deságua ali e nenhum outro parte dele, o que significa que o acúmulo de sedimentos ao longo de milhões de anos, em grande parte, permaneceu intacto.

Isso permitirá que cientistas datem e determinem que tipo de clima dominava a Terra a partir dos sedimentos retirados da perfuração. A lama é marcada por camadas claras e escuras, remanescente de antigos períodos de seca, e de alagamentos.

Este registro histórico poderia apresentar uma nova visão sobre as mudanças climáticas. “Nós vamos ser capazes de dizer se há 368.494 anos foi choveu muito, ou não, ou ainda se houve terremoto”, disse Ben-Avraham, que vem pesquisando o Mar Morto por mais de 30 anos. Isto porque onde as camadas de sedimento não estão alinhadas significa que provavelmente houve um terremoto.
Muitas áreas de conhecimento
Além de novos conhecimentos o estudo poderá fornecer dados aos sismólogos e aos arqueólogos que estudam os tremores bíblicos bíblica, comparando as conclusões de seus estudos prévios com o cronograma apresentado pela perfuração do Mar Morto.

Antropólogos que pesquisam as migrações do homem primitivo - muitos dos quais acredita-se que passaram pela área da bacia do Mar Morto - poderia encontrar novas informações para apoiar novas teorias.

O projeto deve também ajudar os cientistas na compreensão dos níveis de flutuação do Mar Morto. O lago tem diminuído significativamente nos últimas décadas, principalmente por causa do aumento da extração de água do rio Jordão por Israel, Palestina e Jordânia.
Muitos mundos
Há cerca de 10 anos, Zvi Ben-Avraham Mordechai Stein pediram pelo projeto na Alemanha – base do programa de perfuração, que organiza pesquisar pelo mundo. Mas a aprovação do programa chegou apenas neste ano, depois de ter sido adiada, em parte, por causa dos combates entre israelenses e palestinos da primeira metade da década.
O programa, no entanto conta com a participação de pesquisadores palestinos e jordanianos, além dos israelenses. “Eles querem cooperar conosco porque percebem que é um projeto importante e a ciencia desconhece fronteira”, disse Michael Lazar, professor de geociência marinha da universidade de Haifa e coordenador do projeto.

O projeto de 2,5 milhões de dólares terá duração de 40 dias e está sendo conduzido por 40 cientistas em cooperação com parceiros de seis países. A broca que viaja pelo mundo, realizando operações científicas tem capacidade de atingir até 1.500 metros de profundidade.

         informações da AP

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Caviar

O esturjão branco ou esturjão beluga (Huso huso) é um peixe da família Acipenseridae (esturjões). É natural do mar Negro e do mar Cáspio e seus rios tributários. A espécie está sujeita a intensa pesca nestas zonas para a colheita das suas ovas para a produção de caviar beluga.
Os estoques de caviar beluga de esturjão do Cáspio caíram mais de 90% nos últimos 20 anos por causa da destruição dos locais de desova, poluição e o fim das leis rígidas de pesca da era soviética.


O Esturjão é um peixe primitivo que provavelmente existe na terra desde a época em que os dinossauros desapareceram.
Eles são cobertos por escamas ósseas que se parecem com armadura e podem alcançar até três metros e meio de comprimento. Esturjões eram considerados os reis dos peixes entre os Nativos Americanos que habitaram a Região dos Grandes Lagos.
O caviar é um alimento e iguaria de luxo, consistindo em ovas de esturjão não-fertilizadas salgadas, sem qualquer outro tipo de aditivo, corante ou preservante. As ovas podem ser "frescas" (não-pasteurizadas) ou pasteurizadas, tendo estas muito menor valor gastronómico e monetário.
Tradicionalmente a designação "caviar" é apenas utilizada para as ovas provenientes das espécies selvagens de esturjão, principalmente as do Mar Cáspio e seus afluentes, em regra oriundas da Rússia ou do Irão (caviar Beluga, Ossetra e Sevruga).
 Estas ovas, consoante a sua qualidade (sabor, tamanho, consistência e cor), atingem presentemente (Fevereiro de 2010) preços entre os 6.000€ e os 12.000€ o quilo no mercado europeu ocidental, estando associadas a ambientes gourmet e de alta cozinha (haute cuisine).
A designação "caviar" pode igualmente ser utilizada para ovas de outras espécies de esturjão selvagem ou para ovas de esturjões criados em aquacultura (das espécies do Cáspio ou outras).

Hoje, dependendo dos países e das legislações nacionais específicas, a designação "caviar" pode ainda ser utilizada para uma série variada de produtos de baixo preço substitutos ou sucedâneos de caviar, como as ovas de salmão, de truta, de lumpo, etc. Contudo, segundo a FAO, ovas de qualquer espécie que não acipenseriformes (incluindo estes os acipenseridae, ou esturjões stricto sensu, e os polyodontidae, ou peixes-espátula), não são caviar, mas sim "substitutos de caviar".Esta posição é igualmente adoptada pela CITES, pelo WWF, pelos serviços aduaneiros dos EUA e pelo Estado francês.
 Igualmente a legislação europeia aplicável em Portugal define caviar como "Ovos não fecundados mortos transformados de todas as espécies de Acipenseriformes; igualmente designados por ovas".





domingo, 21 de novembro de 2010

Mar Cáspio

Mar Cáspio, um lago ou um mar?

O Cáspio, que não tem saída para o mar, mas contém água salgada, é um lago ou um mar? A pergunta não é superficial, já que de sua resposta depende o controle de uma das maiores reservas de hidrocarbonetos do planeta."A divisão do Cáspio deve ser justa", afirmou na última semana Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, um dos cinco países banhados pelas águas do Cáspio (Rússia, Cazaquistão, Azerbaijão e Turcomenistão).
Ahmadinejad fez estas declarações durante a terceira cúpula de países do Cáspio em Baku, capital azerbaijana, e na qual os líderes participantes prometeram que no próximo ano responderão de uma vez por todas a essa questão.
O que ocorre é que o que o líder iraniano entende por justo - a divisão em cinco partes iguais desse mar interior ou maior lago do planeta - não coincide com o que pensam os outros países.
Se fosse um lago, os países seriam obrigados a dividir equitativamente os recursos e os benefícios da exploração do Cáspio, enquanto se for um mar, teriam que delimitar proporcionalmente a superfície que corresponde a cada país a partir do litoral.
Neste segundo caso, ao Irã corresponderia apenas 13% do Cáspio, setor que também é o menos rico em hidrocarbonetos, segundo os especialistas, que estimam que mais da metade do petróleo se encontra no litoral cazaque.

Por isso, o que Teerã propõe são duas soluções intermediárias: uma divisão equitativa no qual a todos corresponde 20% do Cáspio ou um condomínio entre os cinco países.
"Não se pode assinar um acordo sem levar em conta a visão da República Islâmica. O Irã nunca renunciará a seus direitos. É uma questão de princípio", assegurou Mehdi Ajoundzadeh, vice-ministro de Exteriores iraniano.
Durante a cúpula, o presidente russo, Dmitri Medvedev, advertiu contra "medidas unilaterais" da parte iraniana, que poderiam "alterar o equilíbrio na região e abortar as negociações sobre uma convenção que defina o estatuto jurídico do Cáspio".


O Cáspio era partilhado por Moscou e Teerã com base em tratados de 1921 e 1940, mas a desintegração da União Soviética em 1991 pôs fim a este entendimento com a independência das outras três repúblicas ex-soviéticas ribeirinhas, que não reconhecem os acordos anteriores.
Quase 20 anos após a queda da URSS, os cinco países continuam sem entrar em acordo não somente sobre o estatuto jurídico do mar e sua delimitação, mas também sobre as condições para o tráfego e oleodutos.
A Rússia - que da mesma forma que Azerbaijão e Cazaquistão defende uma divisão proporcional pela linha litorânea - pediu nos últimos anos ao Irã que modifique sua postura a fim de abrir caminho para a assinatura de um convenção sobre o Cáspio.
Perante a indecisão iraniana, o Kremlin assinou convênios bilaterais com Baku e Astana, pelos quais os três países dividem o norte e oeste do Cáspio, justamente os setores mais ricos em petróleo e gás, situados mar adentro.
Além disso, em uma decisão que foi interpretada pelos analistas como parte de uma estratégia de fatos consumados, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, deu começo em abril à extração de petróleo no mar Cáspio


Então, a companhia petrolífera Lukoil iniciou a primeira plataforma petrolífera marítima russa no Cáspio cerca de 60 quilômetros do litoral, não longe da desembocadura do rio Volga.
Outras potências como União Europeia também têm pressa em conhecer o estatuto do Cáspio, já que disso depende a instalação dos gasodutos do projeto Nabucco que deve fornecer gás centro-asiático à Europa, evitando o território russo.
Também poderia ocorrer que os cinco países assinassem um acordo similar ao assinado em 2006 por Austrália e Timor-Leste para a divisão dos lucros da exploração de gás e petróleo no Mar do Timor.
Segundo o Fórum de Segurança Energética, a região do Cáspio mal representa 2% da produção mundial desses combustíveis, devido à falta de acordo para sua exploração.
O Instituto de Pesquisas Estratégicas do Cazaquistão avalia em cerca de 30 bilhões de barris de petróleo as reservas do Cáspio, além de cinco trilhões de metros cúbicos de gás, enquanto as previsões mais otimistas falam de mais de 200 bilhões de barris.


Os países do Cáspio pelo menos concordam em manter à margem outras potências, em clara referência aos Estados Unidos, ao assinar um acordo de segurança regional, e na necessidade de impor uma moratória à pesca do esturjão, peixe do qual se extrai o prezado caviar negro.
O salgado Cáspio é considerado o maior lago do mundo com uma superfície de 370.886 quilômetros quadrados, extensão maior que a da Itália.

O animal mais rápido dos oceanos


O agulhão-vela, também chamado de agulhão-bandeira, é o mais rápido dos oceanos. Seu salto atinge a marca de 110 km/h. Acredita-se que o formato do corpo (com a frente mais fina) é que o deixa mais veloz. Os especialistas descobriram que uma substância que fica sobre suas escamas contribui para que nade mais rapidamente, pois reduz o atrito do corpo com a água.

Esquisito, ele tem bico que parece espada e nadadeira (órgão ao lado do corpo que dá equilíbrio e ajuda na locomoção) que mede três vezes a altura do corpo. Essa parte lembra a vela de embarcação; daí vem seu nome. Mede cerca de 3 m e pesa, em média, 100 kg. Alimenta-se de pequenos peixes. Para isso, mergulha no meio do cardume e mexe o bico. Esse movimento acaba deixando os peixinhos tontos o que facilita a captura. Como não tem dente, abre bem a boca para engoli-los de uma única vez. O bico também o auxilia a se defender. Entretanto, não é agressivo e só ataca se for ameaçado

Vive em pequenos cardumes no Oceano Atlântico, bem longe da costa brasileira (a mais de 180 mil m), onde a água é mais quente (entre 21°C e 28°C). É raro encontrá-lo nos meses de frio. Os pesquisadores não sabem para onde vai nessa época. Pode subir em direção ao Nordeste ou migrar para a costa da África.


Outros Rápidos - O peixe-espada também é maratonista da água, chegando a nadar a 96 km/h. Outros animais marinhos velozes são a orca, que nada a 55 km/h, e o tubarão-mako, que atinge 50 km/h.

A ave mais rápida é o falcão-peregrino. Durante seus mergulhos do céu em direção à superfície terrestre, alcança 360 km/h! Além de veloz, essa ave de rapina tem excelente visão: consegue visualizar um coelho a 3.500 metros de altura.

O antilocapra atinge 98 km/h. É herbívoro, vive em manadas entre algumas áreas do México, Canadá e Estados Unidos. Menor do que o antílope, pesa entre 35 Kg e 60 kg, tem par de chifres com cerca de 30 cm de comprimento e pelo castanho.

O leão pode ser o rei da selva, mas a leoa é mais rápida do que ele, atigindo a velocidade de 81 km/h em distâncias curtas. Embora o macho seja mais forte, também gasta mais energia e sua juba aquece o corpo, deixando-o exausto mais cedo.

A gazela-de-thomson, que vive na savana africana, pode correr a 70 km/h por cerca de 15 minutos e há registros de velocidades superiores a 100 km/h, ao escapar de predadores, como o guepardo. Tem chifres e alimenta-se de gramíneas.

O gnu, que lembra a mistura de boi e cavalo, corre a 64 km/h, porém alguns já atingiram 80 km/h. Habita a savana africana, onde é vítima de leão, leopardo, guepardo e hiena. Vive em grandes bandos. Todos anos, migra em busca de comida e água.

Guepardo é o mais veloz terrestre - O guepardo, conhecido também como chita pelos africanos, é o animal terrestre mais rápido do planeta. Em distâncias curtas, atinge 110 km/h, velocidade máxima permitida em muitas rodovias brasileiras. Seu corpo é esguio e aerodinâmico, como os carros esportivos. Pesa no máximo 65 kg, tem pernas longas, tórax largo e coluna flexível, cabeça arredondada e patas com ranhuras. Mas não consegue manter a velocidade por muito tempo, quando o leão, o antílope, a zebra e o gnu, que também são ágeis, podem ultrapassá-lo.

O desempenho é superior ao de atleta olímpico. No Zoo Cincinnati, nos Estados Unidos, a fêmea Sara percorreu 100 metros em apenas 6,13 segundos, enquanto o campeão jamaicano Usain Bolt levou 9,58 segundos para fazer o mesmo no Mundial de Atletismo de 2009.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Regata Nauticalícia

Para celebrar da melhor maneira a paixão que nos une, estão abertas as inscrições para mais uma actividade Confiquatro: uma regata nauticalícia!

 

Blue Marlin - uma Obra de Engenharia



MV Blue Marlin e sua irmã navio MV Black Marlin compõem a classe Marlin do navio elevador semi-submersível pesado.

 Eles eram detidas pela Offshore Heavy Transport de Oslo, Noruega a partir de sua construção, em abril de 2000 e novembro de 1999, respectivamente, até 06 de julho de 2001, quando foram comprados pela Dockwise Shipping dos Países Baixos.
 Eles foram concebidos para o transporte de grandes plataformas de perfuração semi-submersíveis, que pode pesar 30.000 toneladas e tem um centro de gravidade em torno de 30 metros (100 pés) acima do convés do navio de transporte. Os Marlins estão equipados com 38 camarotes para acomodar 60 pessoas, uma sala de treino, sauna e piscina.

A Marinha dos EUA contratou o Marlin Azul de Offshore Heavy Transport para mover o destróier USS Cole de volta aos Estados Unidos após o navio de guerra foi prejudicado em Aden, no Iêmen, por bombistas suicidas. Durante a última parte de 2003, o trabalho feito na Marlin Azul reforçou a sua capacidade e adicionou dois propulsores retrátil para melhorar a manobrabilidade. A re-navio entrou em serviço em Janeiro de 2004. Na sequência destas melhorias, o Marlin Azul entregou a plataforma petrolífera Thunder Horse PDQ, pesando 60.000 toneladas, de Corpus Christi, Texas, para a conclusão.

Em julho de 2005 Blue Marlin Snøhvit movido a gás de refinaria de seu local de construção em Cádiz para Hammerfest, uma viagem de 11 dias.
 Esse transporte foi filmado para o programa de TV Extreme Engineering no Discovery Channel, e também o programa de TV Mega Subindo no History Channel.
 Em novembro de 2005, Blue Marlin deixou Corpus Christi, Texas, para mover o enorme mar de radar em banda X para Adak, Alasca, através da ponta sul da América do Sul e Pearl Harbor, no Havaí.
 Ele chegou a Pearl Harbor em 09 de janeiro de 2006, tendo percorrido 15 mil milhas. Em janeiro de 2007, o Blue Marlin foi empregado para mover duas plataformas jack-up, o Rowan Gorilla VI ea GlobalSantaFe Galaxy II, Porto de Halifax até o Mar do Norte.


       especificações originais

    * Comprimento: 217 m (712 pés)
    * PP Comprimento: 206,5 m (677 pés)
    * Boca moldada: 42 m (138 pés)
    * Pontal de construção: 13,3 m (44 ft)
    * Projeto Verão: 10 m (33 ft)
    * Porte: 56.000 toneladas (USS Cole pesava muito menos do que 8.000 toneladas métricas)
    * Profundidade submersa acima da plataforma: 10 m (33 ft)
    * Comprimento da plataforma livre: 178,2 m, 157,2 m (585 pés ou 516 pés)
    * Livre Espaço Deck: Mais de 7.215 m² (77.672 pés ²)
    * Potência do motor principal: 12.640 kW (17.160 BHP)
    * Proa: 2.000 kW (2.712 BHP)
    * Velocidade de cruzeiro: 14,5 nós
    * Faixa de cruzeiro: 25.000 nm
    * Acomodação: 55 pessoas
    * Estaleiro: CSBC, Kaohsiung









quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Alterações climáticas

Alterações climáticas obrigaram 25 milhões de pessoas a mudar de casa

Especialista Filipe Duarte Santos prevê que o mar suba mais um metro até ao final do século.

25 milhões de pessoas em todo o mundo foram obrigadas a deixar as suas casas devido às alterações climáticas. O problema agravou-se nos últimos 30 anos com a duplicação dos fenómenos climáticos extremos: cheias graves, secas prolongadas ou tempestades tropicais violentas  que, até meados do século passado, ocorriam com uma frequência de 200 ao ano, mas são agora 400 em média.
No entanto, o fenómeno mais grave e que obrigará à deslocação de mais gente, é a subida do nível das águas do mar. Até ao final deste século, sublinha Filipe Duarte Santos, professor catedrático na faculdade de ciências da Universidade de Lisboa, prevê-se que a água salgada avance um metro para terra.
“As estimativas que existem é de que há, neste momento, cerca de 25 milhões de refugiados ambientais, podendo nós classificar a maioria como refugiados climáticos. A longo prazo – gostaria de salientar – que uma das problemáticas mais complexas é a subida do nível médio do mar. É muito provável que vá subir um metro até ao fim deste século e, como grande parte da população vive nas zonas costeiras, sobretudo em zonas costeiras baixas facilmente inundáveis, é necessário ter presente que nos temos que adaptar a um mar cujo nível está a subir e que vai, com muito maior frequência, inundar as nossas costas”, disse.
“Refugiados e deslocados ambientais” é, precisamente, o tema deste ano do congresso organizado pelo Conselho Português para os Refugiados, o lado humano das alterações climáticas que, actualmente, obrigam à deslocação de mais pessoas do que os conflitos armados.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

America Cup já mexe

Novo projecto já em andamento

O projecto de norma para a classe AC72 espetacular veio a público.
Encapsular a Copa América de 34 - os melhores velejadores do mundo em barcos mais rápidos - o AC72 será um barco exigente fisicamente capaz de atingir velocidades superiores a duas vezes a velocidade do Vento.

A nova classe AC72 é a classe catamaran primeira vez wingsail para a America's Cup e da classe mais rápida de sempre na competição icônico 159-year-old. Ele substitui a classe monocasco ACC, que foi criado em 1988 e primeiro a correr na Copa 1992.

Os novos barcos farão sua estréia em corridas da temporada 2012 para a America's Cup World Series antes da partida contra 34 em 2013.

Um catamarã foi selecionado como um elemento para transformar e dar vida a America's Cup para o futuro. Um Catamarã é a classe ideal dinâmico, capaz de ser difícil correu em ventos 5-30 nós para minimizar corridas atrasos devido aos ventos muito claras ou muito forte.

- LOA 22.0 meters (72 feet)
- Beam 14.0 meters (46 feet)
- Displacement 5,700 kilograms (12,500 pounds)
- All-up weight 7,000 kilograms (15,500 pounds)
- Wingsail area 260 square meters (2,800 square feet)
- Wingsail height 40 meters (130 feet)
- Wingsail chord 8.5 meters (28 feet)
- Sail trimming Manual grinders
- Configuration Twin-hulled catamaran
- Crew 11
- Sail trimming No mechanically powered systems
- Sail area reduction Removable top sections/leech elements
- Appendages Maximum of 2 rudders, 2 daggerboards
- Construction Minimum 600 grams per square meter outer-skin;
- High-modulus carbon-fiber permitted in wingsail spar

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Estudo de Aves na Costa Portuguesa

Estudo avalia quantas aves passam o Inverno na Costa de Portugal

Realizada pela SPEA, esta avaliação permitiu chegar à conclusão que são 42 as espécies de aves costeiras não-estuarinas que escolhem o território continental e as ilhas para invernar totalizando 47 000 indivíduos.

De forma a caracterizar a fauna de aves costeiras não-estuarinas que selecciona o território nacional (continental e insular) para passar o Inverno o ISPA – Instituto Universitário, o  MNHN – Museu Nacional de História Natural e a SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves realizaram,  com a colaboração de 93 voluntários, o primeiro censo direccionado especificamente para este grupo.
Ao percorrer a pé mais de 860Km da costa portuguesa entre Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010, os investigadores contabilizaram 47 000 aves marinhas e aquáticas de 42 espécies diferentes, das quais 40 ocorrem no continente.

As espécies mais abundantes foram a gaivota-d´asa-escura (11657 indivíduos), a gaivota-de-patas-amarelas (9752 indivíduos) e o pilrito-das-praias (2545 indivíduos).
Os cientistas puderam também constatar que “as espécies não se distribuem de forma igual na costa portuguesa” adiantou Miquel Lecoq da Equipa Coordenadora, que acrescentou “o próximo passo será compreender melhor as razões dessas diferenças” bem como conhecer as tendências populacionais das diferentes espécies para identificar situações de risco através da repetição do censo já neste Inverno de 2010/11.
                              
        Fonte: SPEA – CI  Filipa Alves

Nova espécie de lula é descoberta

Elas não são tão grandes como as lulas gigantes, mas também podem assustar muita gente – com 70 centímetros de comprimento, é um dos grandes membros de sua família.
Além de serem compridas e “magras” a diferença desse tipo de lula é que elas também conseguem produzir luz para atrair suas presas. Elas foram encontradas pela primeira vez no ano passado, enquanto pesquisadores analisavam o oceano Índico.
O objetivo das pesquisas era desvendar os mistérios de montanhas submersas encontradas no Oceano Índico e melhorar as condições de conservação desse tipo de área.
Até agora 70 tipos diferentes de lulas foram encontradas nas áreas analisadas pelo estudo – isso representa 20% de todas as espécies de lulas que conhecemos até agora -, mostrando a importância da preservação desses locais. [BBC]

                 Por Luciana Galastri

domingo, 14 de novembro de 2010

Casal Britanico a liberdade após um ano de cativeiro


Casal Britanico é solto por piratas Somalis após mais de um ano de cativeiro

MOGADÍSCIO/NAIRÓBI - Piratas somalis libertaram neste domingo um casal britânico sequestrado há mais de um ano. Os piratas raptaram o casal aposentado Paul e Rachel Chandler em 23 de outubro de 2009, após terem tomado o iate em que eles estavam no oceano Índico, no litoral das ilhas Seychelles.
- Estou bem, obrigado, aproveitando estar livre, mas continuamos na Somália. Estamos com os homens bons agora - disse Rachel Chandler à Reuters por telefone, acrescentando que o casal seguirá para Nairóbi ainda neste domingo.
Mohamed Aden Tiicey, alta autoridade da cidade de Adado, disse à Reuters que o casal foi libertado nas primeiras horas de domingo após o pagamento de resgate.
- Os Chandlers estão comigo agora. Eles estão livres e seguros - garantiu Aden Tiicey.
Abdi Mohamed Elmi, um médico somali que esteve envolvido nos esforços para libertar o casal, disse à Reuters que ambos deixaram Adado em um avião. Uma aeronave deixou a capital do Quênia na manhã de sábado para levá-los:
- Tivemos sucesso em libertar o casal britânico. Fizemos o nosso melhor para chegar a esta boa notícia.
Piratas somali sequestram com frequência navios mercantes, levam as embarcações às cidades costeiras que controlam e exigem o pagamento de resgate para liberá-los, em valores que chegam a milhões de dólares. O negócio lucrativo continua apesar das patrulhas navais internacionais.
Segundo o Conselho Marítimo Internacional, piratas somalis foram responsáveis por 35 dos 39 sequestros de navios nos primeiros nove meses deste ano, o maior número de embarcações interceptadas em cinco anos. 

                               Reuters/Brasil Online - Ibrahim Mohamed e Sahra Abdi


Pirataria da Somália

A Verdade acerca da Pirataria da Somália

Quem imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma nova Guerra aos Piratas? No instante em que você lê esse artigo, a Marinha Real Inglesa - e navios de mais 12 nações, dos EUA à China - navega rumo aos mares da Somália, para capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima, com papagaio no ombro. Mais algumas horas e estarão bombardeando navios e, em seguida, perseguirão os piratas em terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta. Por trás dessa estranha história de fantasia, há um escândalo muito real e jamais contado. Os miseráveis que os governos 'ocidentais' estão rotulando como "uma das maiores ameaças de nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar - e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão.
O governo da Somália entrou em colapso em 1991. Nove milhões de somalis passam fome desde então. E todos e tudo o que há de pior no mundo ocidental rapidamente viu, nessa desgraça, a oportunidade para assaltar o país e roubar de lá o que houvesse. Ao mesmo tempo, viram nos mares e praias da Somália o local ideal onde jogar todo o lixo nuclear do planeta.
Exactamente isso: lixo atómico. Nem bem o governo desfez-se (e os ricos partiram), começaram a aparecer misteriosos navios europeus no litoral da Somália, que jogavam ao mar contentores e barris enormes. A população do litoral começou a adoecer. No começo, erupções de pele, náuseas e bebés mal-formados. Então, com o tsunami de 2005, centenas de barris enferrujados e com vazamentos apareceram em diferentes
pontos do litoral. Muita gente apresentou sintomas de contaminação por radiação e houve 300 mortes.
Quem conta é Ahmedou Ould-Abdallah, enviado da ONU à Somália: "Alguém está jogando lixo atómico no litoral da Somália. E chumbo e metais pesados, cádmio, mercúrio, encontram-se praticamente todos". Parte do que se pode rastrear leva directamente a hospitais e indústrias europeias que, ao que tudo indica, entrega os resíduos tóxicos à Máfia, que se encarrega de "descarregá-los" e cobra barato.
Quando perguntei a Ould-Abdallah o que os governos europeus estariam fazendo para combater esse "negócio", ele suspirou: "Nada. Não há nem descontaminação, nem compensação, nem prevenção."
Ao mesmo tempo, outros navios europeus vivem de pilhar os mares da Somália, atacando uma de suas principais riquezas: pescado. A Europa já destruiu seus estoques naturais de pescado pela super-exploração e, agora, está super-explorando os mares da Somália. A cada ano, saem de lá mais de 300 milhões de atum, camarão e lagosta; são roubados anualmente, por pesqueiros ilegais. Os pescadores locais tradicionais passam fome.



Mohammed Hussein, pescador que vive em Marka, cidade a 100 quilómetros ao sul de Mogadishu, declarou à Agência Reuters: "Se nada for feito, acabarão com todo o pescado de todo o litoral da Somália."
Esse é o contexto do qual nasceram os "piratas" somalis. São pescadores somalis, que capturam barcos, como tentativa de assustar e dissuadir os grandes pesqueiros; ou, pelo  

menos, como meio de extrair deles alguma espécie de compensação.
Os somalis chamam-se "Guarda Costeira Voluntária da Somália". A maioria dos somalis os conhece sob essa designação. [Ler matéria importante sobre isso aqui, em:"The Armada is not a solution"].
Pesquisa divulgada pelo site somali independente WardheerNews informa que 70% dos somalis "aprovam firmemente a pirataria como forma de defesa nacional".
Claro que nada justifica a prática de fazer reféns. Claro, também, que há gangsters misturados nessa luta - por exemplo, os que assaltaram os carregamentos de comida do World Food Programme. Mas em entrevista por telefone, um dos líderes dos piratas, Sugule Ali disse:
"Não somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros clandestinos que saqueiam nosso peixe". William Scott entenderia perfeitamente.
Por que os europeus supõem que os somalis deveriam deixar-se matar de fome passivamente pelas praias, afogados no lixo tóxico europeu, e assistir passivamente os pesqueiros europeus (dentre outros) que pescam o peixe que, depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de Londres, Paris ou Roma? A Europa nada fez, por muito tempo. Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram-se no caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo... Imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra.
A história da guerra contra a pirataria em 2009 está muito mais claramente narrada por outro pirata, que viveu e morreu no século 4º AC. Foi preso e levado à presença de Alexandre, o Grande, que lhe perguntou "o que pretendia, fazendo-se de senhor dos mares." O pirata riu e respondeu:
"O mesmo que você, fazendo-se de senhor das terras; mas, porque meu navio é pequeno, sou chamado de ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de imperador." Hoje, outra vez, a grande frota europeia lança-se ao mar, rumo à Somália - mas... quem é o ladrão?


                                  Johann Hari: The Independent, UK

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Francisco Lobato conclui regata

O skipper solitário português Francisco Lobato concluiu a sua participação na regata Le Cap Istanbul no 12.º lugar na classificação geral e em 2.º lugar na categoria estreante, com uma diferença de apenas um minuto para o primeiro colocado.

Lobato levou dez dias, 22.55,24 h. para completar a rota desde Hyères (França), até Istambul (Turquia), incluindo escalas na Sicília, Itália, Grécia e dois outros portos no estreito de Dardanelos, Turquia.

Figurando na liderança da frota de 26 skippers solitários em diversas etapas, especialmente na última rumo a Istambul, o skipper português chamou a atenção dos demais velejadores veteranos da frota e até dos organizadores, que elogiaram a sua prestação. "Foi uma regata complicada. Apesar de conseguir alcançar a liderança várias vezes, não soube prever as alterações do vento na meta das etapas", disse Lobato.






                               Compilação da Cap Istambul



O Regresso a Cascais com  mar agitado

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Franck Cammas - vence Route du Rhum

Já é conhecido o vencedor da Route du Rhum com Franck Cammas a impor-se na prestigiada travessia do Atlântico em solitário.

A primeira vitória para o velejador gaulês, depois do quinto lugar alcançado há quatro anos, e conseguida devido à escolha de uma rota radicalmente diferente de todos os outros velejadores.

Uma opção justificada pelo próprio: “Foi uma decisão audaciosa mas às vezes vale a pena. Efectivamente tinha bastantes dúvidas no início mas tudo correu pelo melhor. Escolhi uma rota mais adequada ao barco, com ventos mais fortes. Foi bem mais agradável que antes, mas também estava muito mais sereno.”

Cammas precisou de 9 dias, 3 horas, 14 minutos e 47 segundos para completar os mais de oito mil quilómetros entre Saint-Malo na França e Pointe-à-Pitre na Guadalupe.

O próximo objectivo do velejador de 37 anos é a participação na Ocean Race, que tem início dentre de um ano e tem paragem prevista em Lisboa



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Blue Lagoon - Islândia

Blue Lagoon a lagoa azul da Islândia
A Islândia é uma terra jovem, ainda em formação, e com uma geologia rica em vulcões, glaciares, desfiladeiros, fluxos de lava, rochas, crateras, e quedas de água. A água geotérmica é abundante neste país, oferecendo aos seus habitantes e aos viajantes a oportunidade de aproveitar o seu grande potencial em benefícios para a saúde e relaxamento.
Há muitos lugares onde você pode nadar em água quente e rica em minerais, estando as áreas da saúde e turismo de bem-estar em crescimento na Islândia.
A Lagoa Azul é um desses lugares, talvez uma das mais frequentadas pelos turistas que procuram relaxar nas suas água com propriedades curativas.
A composição destas águas geotérmicas é uma mistura única de ingredientes: rica em sais e outros minerais, sílica e algas azuis que dão o tom característico do lago.
A Lagoa Azul é um SPA geotérmico situada nos campos de lava na zona oeste da Islândia, a 45 minutos de carro de Reykjavik, e perto do aeroporto. Blaá Lónid, como é chamada em islandês, foi descoberta por acidente no final dos anos setenta, e reconhecida mundialmente pelas propriedades medicinais de suas águas, especialmente para o tratamento da psoríase.


É um lago artificial que é alimentado com água a partir da estação de energia geotérmica de Svartsengi, localizado a 200 metros de profundidade na terra, e com uma temperatura de 240 graus Celsius. Por não drenar bem as águas precedentes da central estas começaram a acumular-se no local. Imagine a surpresa de quem viu primeiro esta lagoa impressionante.
Para aceder às suas águas é preciso pagar entrada, e depois de lá chegar, pode mergulhar nas águas cristalinas de cor azul, relaxar num banho geotérmico ou saborear uma massagem na cascata. O SPA oferece diversas tratamentos de saúde e de beleza. Há vários ginásios, uma loja e um restaurante.


Mas sem dúvida que o ambiente mais espectacular, é o contraste entre as rochas vulcânicas pretas com água azul brilhante, com as nuvens de fumo e jactos de vapor que se levantam em torno dele, criando uma paisagem única e inesquecível.
A Lagoa Azul é aberta ao público durante todo o ano, em época de inverno (Setembro-Maio) das 10 às 20 horas e no verão das 9 às 21 horas. A entrada custa 23 Euros, e a partir de Junho de 2010, será de 25 euros. Crianças até 13 anos entram grátis, e de 14 e 15 anos ou a partir dos 67 anos o preço do bilhete fica em 7 Euros.
Além de tudo, cada cidade, na Islândia tem a sua piscina, onde se pode nadar em águas com 27-29 graus Celsius e relaxar nas suas águas quentes, algumas das quais podem alcançar os 38-42 graus.
Viajantes de todo o mundo visitam a Lagoa Azul, para banhar-se nas águas quentes que rondam os 37 e 40 ° C. Toda uma experiência relaxante e saudável.

                   Site Oficial | Blue Lagoon






Egipto

Egipto transforma deserto em florestas utilizando água reaproveitadada
País já plantou mais de 71 mil quilômetros quadrados de matas por meio do sistema
Eucalipto é uma das espécies que estão sendo plantadas nas florestas que usam água reaproveitada, no Egito
O governo do Egito desafia a natureza ao regar áreas desérticas com água reaproveitada para convertê-las em florestas, cuja superfície já equivale ao território do Panamá.
Tudo isso foi possível graças à água que utilizam, poluem e desperdiçam todos os dias os 80 milhões de egípcios. Ironicamente, esta é a melhor opção para as chamadas "florestas feitas à mão".

"A água residual pode transformar o que não é fértil, como o deserto, em algo fértil, já que contém nitrogênio, micronutrientes e substâncias orgânicas ricas para a terra", disse o professor do Instituto de Pesquisa de Solo, Água e Meio Ambiente, Nabil Kandil.

A opinião é compartilhada pelo professor do Departamento de Pesquisa de Contaminação da Água, Hamdy el Awady, que até ressalta a superioridade das plantas regadas com água reaproveitada. "Esse tipo de água tem muito mais nutrientes do que a água tratada e, por isso, é uma fonte extra de nutrição que pode fazer com que as plantas resistentes aos climas hostis cresçam mais rápido e, inclusive, tenham folhas mais verdes", explica El Awady.

Os dois professores sabem bem a importância de equilibrar a oferta e a demanda em um país que produz 7 milhões de metros cúbicos de água residual ao ano e que, ao mesmo tempo, tem 95% de seu território coberto por desertos estéreis ou com pouca vegetação.

Extensão e destinação das florestas que usam água residual
Ao todo, há 34 florestas ao longo do país, localizadas em cidades como Ismailia e Sinai, no norte, e em regiões turísticas do sul, como Luxor e Assuã, num total de 71,4 mil quilômetros quadrados, que equivalem à superfície total do Panamá. De acordo com o governo egípcio, há outras dez florestas em processo de "construção", em uma área de 18,6 mil quilômetros quadrados.

Os mais de 71 mil quilômetros quadrados de floresta plantados até agora são resultado das análises de solo, clima e água que possibilitaram a escolha das espécies capazes de sobreviver em condições extremas. A maioria das espécies são árvores como álamos, papiros, casuarinas e eucaliptos, semeadas para responder à demanda de madeira do país, além plantas para produzir biocombustíveis como a jatrofa e a jojoba, e para fabricar óleo, como a colza, a soja e o girassol.
Apesar desta água exigir precaução devido à presença de poluentes e os impactos da mudança no ecossistema para a biodiversidade sejam desconhecidos, o projeto, implementado pelo Ministério de Agricultura em parceria com o de Meio Ambiente, parece ter obtido sucesso.

      por Globo Rural Online